sexta-feira, agosto 10, 2012

O meu Amor, Chico Buarque

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele inteira fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada, ai
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes, ai
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me deixar maluca quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita, ai
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa, ai
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

quarta-feira, agosto 01, 2012

Confiança

Todas as relações, sejam elas amorosas, amigáveis, laborais, profissionais, familiares, se baseiam em confiança. Se não confiarmos na outra pessoa, não há troca, não há partilha, não se aprende, não nos entregamos, não duramos. Errar é humano. Nestas relações, por vezes, quebra-se a confiança do outro. Há que fazer um balanço e uma ponderação para recuperar e reconstruir esta confiança, se valer a pena. Dependendo do tipo de relação, este trabalho pode ou não ser feito. Mas uma coisa é certa, mesmo que se reconstrua, mesmo que se perdoe, mesmo que se volte ao mesmo nível de confiança, ficam as cicatrizes.