quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Tomei uma decisão

Vou deixar de fumar! Já há algum tempo que ando a pensar nisso e desde que o meu pai foi internado e teve alta mas agora precisa de 18h de oxigénio por dia... assustei-me. Fumar sabe bem, mas é estúpido, faz mal.

E é ridículo, puxar com a boca um cilindro de papel com umas ervinhas lá dentro... bah!

Além disso, eu gosto de viver e espero viver muitos anos, mas com qualidade de vida, esta visão do meu pai com uma "trela" de oxigénio é assustadora. Eu não quero ser dependente de um tubinho pelo nariz acima.

Por isso vou deixar de fumar, andei a pesquisar e diz que sem ajuda é muito difícil... mas como o champix é caro e a minha mãe conseguiu sozinha, eu vou conseguir também, vou marcar para o dia de anos dela... 20 Março.

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

marginais parasitas 3

Passaram mais de 3 anos e não aconteceu o previsto, manteve-se no esterco, acumulando inércia, modorra, inaptidão, sujidade... e os parasitas infectaram a casa, os animais, as visitas e infectaram-no a ele. Chegou-nos doente, quase a morrer, mas não morreu. Lentamente vai recuperando, alheado, alienado, indiferente e inconsciente. Permitiu que o ajudássemos, mas não mostra qualquer tipo de reconhecimento, acha que está tudo bem, em breve quererá partir...

Mas é incapaz de fazer o que quer que seja em silêncio... FODA-SE que o gajo é chato!

incompatibilidade

Há muito que não havia ninguém que me irritasse tanto. Há muito que não fervia em tão pouca água. Há muito que não estava tão susceptível. Apercebo-me agora que é mesmo possível, gostarmos de alguém e não sermos compatíveis. É possível haver gente que nos causa uma irritação profunda que não sabemos bem de onde vem, completamente desproporcional às suas acções. Uma alergia grave, que pode ser agravada, pelo tempo, que é como quem fala de fluência.

A fluência é uma deformação ao longo do tempo de um material submetido a uma carga ou tensão constante.

Diferentes materiais têm diferentes fluências. E eu posso não ceder muito ao fim de 3 dias, mas ao 4º o aumento da deformação não é proporcional, pode ser exponencial. E quando solto a carga, volto ao sítio, mas com uma ligeira deformação e as cargas seguintes vão ter comportamentos diferentes, muito mais sensíveis.

Imaginem por exemplo as varetas de um guarda-chuva sob a tensão do vento. Resistem às primeiras vezes e até voltam ao sítio, mas as vezes seguintes podem significar a morte do guarda-chuva.

Neste caso específico, o guarda-chuva é o filtro... se o meu filtro morrer, não sei bem o que vai acontecer, mas eu já começo a ceder...

segunda-feira, fevereiro 14, 2011

problemas

Todos temos problemas, normalmente quando tenho um mais grave, tento resolvê-lo. Se depender só de mim, fixe, faço os possíveis ao meu alcance, sendo realista, para o resolver.
Quando não depende só de mim, chamo a atenção para o mesmo, sugiro várias resoluções possíveis ou passos para a resolução, e tento fazer a minha parte. Se mais ninguém fizer, é frustrante, aviso mais uma vez e outra, proponho alternativas às resolções propostas, mas se for ignorada e nada for feito para resolver o problema este persiste e leva-me ao desepero... o que fazer? ou volto a insistir, porque acho mesmo importante resolver o problema, mas essa insistência tem limites, mesmo que eu apele ao meu espírito de sacrifício mais masoquista, todos temos limites e temos de nos preservar. Por isso perante esta situação, o melhor a fazer é mesmo afastarmo-nos, do problema, das pessoas, dos sítios...