sexta-feira, junho 29, 2007

Angústias

Não as quero tornar públicas, tenho rezado para que não se confirmem.

Sim, eu rezo, rezo ao Santo António, quando perco coisas, quando quero agradecer algo, quando estou preocupada com alguém. É uma herança da Avó Céu, que já acontecia quando ela era viva, e que se mantém. É um pouco ilógica, uma vez que eu sou um pouco anti-igreja (instituição, entenda-se, nada tenho contra nenhuma religião), mas justifica-se na minha educação e na minha predilecção pelo Santo António.

E ultimamente tenho rezado muito, todos os dias, mais do que uma vez por dia. Ainda não sei quando saberei se a reza teve resultado (estou-me a cagar para o que pensam disto, eu acredito que rezar faz efeito, ou n o faria, e tenho muitos exemplos disso), em princípio segunda ou terça. Mas a preocupação e o segredo têm-me corroído. Por isso escrevo e ainda que não desabafe a razão da minha angústia, pelo menos partilho este sentimento, não que alguém possa por estas palavras compreender o que vai cá dentro, mas enfim, apetece-me.

Tenho medo, não sei o que faça se se confirmar. É estúpido estar a pensar nisso, nesta altura em que nada há a fazer, por isso vou parar. Resta-me rezar. O responso a Santo António.


Se milagres desejais, recorrei a Santo António
Vereis fugir o demónio, as tentações infernais,
Pela sua intercessão foge a peste, o erro, a morte,
O fraco torna-se forte, torna-se o efermo são,
Recupera-se o perdido, rompe-se a dura prisão
E no auge do furacão, cede o mar embravecido
E todos os males humanos se moderam e se retiram,
Digam-no aqueles que o viram e digam-no os Lusitanos.

Glorioso Santo António, sol brilhante
Em Lisboa, França, Itália, deste a luz mais rutilante.
Ó beato Santo António, que ao Monte Sinai subiste,
Vosso breviário perdeste e muito aflito,
uma voz do Céu ouviste: "António, volta atrás,
o teu Santo Breviário acharás, em cima dele
Jesus Cristo vivo e três coisas lhe pedirás,
o perdido achado, o esquecido lembrado e o vivo guardado."

segunda-feira, junho 25, 2007

o mergulho

Estou toda molhada, já n posso sair da água, resta-me mergulhar. Não há volta a dar, n faz sentido sair agora da água, hei-de habituar-me à temperatura. Abro os braços e deslizo as mãos, à volta do meu corpo, sobre a superfície da água. Se mergulhar já, posso não aguentar e ter de sair imediatamente, é melhor ficar assim mais um pouco, criar tolerância...

quinta-feira, junho 21, 2007

preparar terreno

Lentamente começo a ceder, muito lentamente... não sei o que me espera mas estou disposta a descobrir.

Podia atirar-me de cabeça, mas não sei fazer isso, ou sou demasiado medricas. É como entrar no mar quando se está a fazer digestão, primeiro molhar os pés, refrescar-me para o corpo se habituar à temperatura, demoro sempre um bocadinho a mergulhar, mas tenho a sensação de quando o fizer vai saber-me muito bem.

let's find out...

sexta-feira, junho 15, 2007

É impressionante como no mesmo dia, sobre o mesmo assunto, já pensei coisas tão díspares. É impressionante como sou influenciável, em assuntos sobre os quais ainda não decidi, conforme as pessoas com quem vou falando. Ainda que tenham opiniões antagónicas acabo por concordar sempre com elas. Que estupidez, e no entanto não concordo com nenhuma, pois ainda n tomei qualquer decisão.

De qualquer forma, não vou consumir-me a pensar mais sobre o assunto, vou reagir às situações, quando elas surgirem.

segunda-feira, junho 11, 2007

não quero reagir

O meu mundo levou um abanão. Nada de muito grave, nem nada de muito sério, pelo menos n para a maioria, mas para mim sim. O suficiente para eu ter de tomar uma decisão, para eu decidir o que quero, para eu escolher. Mas quem disse que eu queria escolher, quem disse que eu queria o que quer que fosse, quem disse que eu tenho querer?
Assusta-me e encanta-me a possibilidade, mas mexer-me para acontecer ou para não acontecer? Nem sonhar!