terça-feira, abril 24, 2007

Adeus Avó Céu!

A Avó Céu morreu, esta manhã! Já estava muito mal, e nos últimos tempos andava num grande sofrimento, por isso já era de esperar, quase desejável.

Não deixa de fazer falta e deixa inúmeras memórias da sua personalidade, humor e acções.

A Avó Quiqui, irónica, austera, severa, gentil, generosa, bem humorada, brincalhona, conservadora, religiosa, decidida, teimosa, mariquinhas, preocupada, distinta, arranjada, vaidosa. A Avó que nos levava a passear de triciclo, que nos punha água de colónia, que nos batia com a colher de pau, que nos levava à missa. A Avó que uma vez não tinha dinheiro para pagar a conta, que nos pedia para ver se vinha algum carro, que nos fazia "miau, miau, fru, fru" entre a balaustrada do corrimão das escadas, que nos descascava a fruta...

Adeus Avó Céu!

domingo, abril 15, 2007

i miss deep

Não é a primeira vez que o digo, e se continuar assim, não será a última. Não deixo de sofrer, mas pelo menos é um sofrimento inflingido por mim, que eu escolho e controlo. Mas não tenho a parte boa da coisa, a parte profunda, intensa, foleira, pirosa, nojenta, querida, melosa... Nunca sou eu toda, sou só uma parte. Nunca me dou toda, nunca me exprimo completamente, nunca estou plena, nunca descontraio completamente.

De vez em quando tenho momentos (que apesar de bem lá no fundo eu ter a esperança que podia ser sempre assim, eu sei que só há momentos e quando são mais do que isso tornam-se doentios... ou n.... n sei...) e que bem me sabem esses momentos, os próprios intervenientes passam a ter uma conotação especial que até então n tinham. Mas são só momentos e acho-os tão raros e espaçados.

Sinto-me demasiado vazia há demasiado tempo. Ou demasiado cheia com vontade de partilhar mais. Por vezes também acredito, que é apenas uma fase da minha vida, e ainda que não exista o princípe encantado, há-de haver uma altura em que me hei-de apaixonar e curtir uma relação por mais tempos do que umas horas (1 mês ou 10 anos, quem sabe?). Às vezes não acredito em nada, apenas que esta é a melhor forma de me proteger das pessoas que me rodeiam que não são melhores ou piores do que eu, mas eu simplesmente ajo assim.

No fundo, no fundo o que mais confusão me faz é esta minha incapacidade de me apaixonar, minha incapacidade de viver, incapacidade de arriscar, de experimentar, os meus mecanismos de defesa. Eu já fui diferente, mas não voltaria atrás, mas tb acho possível vislumbrar paixão no futuro... quem sabe? eu não.

Só sei que não estou bem, mas estou bem. Que sou feliz na minha infelicidade. Que essa felicidade só depende de mim e que ninguém me pode fazer feliz excepto eu mesma.

E se eu gostasse de alguém? e se eu me disponibilizasse? Mas não é assim tão simples. Já não sei gostar.

quinta-feira, abril 05, 2007

tenho estágio!

Terça-feira começo a estagiar! Quero perceber ao certo quanto vou ganhar, para ver se tenho de arranjar outro trabalho, num bar ou assim, para conseguir ter pocketmoney suficiente para o dia a dia. Quero ver se volto para o kung fu, ando a precisar de fazer exercício. Quero ver se acerto horários, se aprendo, se cresço...