quinta-feira, dezembro 21, 2006

ginecologia

Já sei porque há mulheres que sofrem de vaginismo.... com a sensibilidade das gajas que andam a fazer exames ginecológicos, não me admiro nada! Não digo que devesse ter um orgasmo, mas que sensação desagradável! Que invasão, que violação, que desconforto.... e eu, que tenho uma relação tão boa com a minha vagina!

Ainda por cima por ser um assunto quase tabu, n se partilham as informações correctas, uns dizem para uma pessoa se lavar bem antes, outros para n se lavar... Então? Em que ficamos? E acredito que uma técnica (ou auxiliar, ou o raio de nome que aquela gente tem) até tenha o olho treinado, mas n tem formação para andar a mandar bitates! Agora por causa do que a puta me disse vou fazer mais uma data de análises (just in case)... i hate this shit!

E depois a urocultura... "O algodão número 1 e o número 2, para nos limparmos bem e o boião para o chichi, mas atenção, o primeiro jacto de chichi não pode ir para o boião (esse vai fora) só o segundo." Aqui começam a surgir as dúvidas... as primeiras gotas, o primeiro jacto ou a primeira metade do chichi? E mandaram-me para uma mini casa de banho, com a retrete e o bidé um ao lado do outro, mas de tal forma colados que n dava para os utilizar de frente (para ver e controlar o chichi)... lá fiz uma ginástica, ultrapassando com uma perna o bidé e ficando na diagonal... lá mando o primeiro jacto fora e o resto para o frasquinho e abro a torneira do bidé (para limpar) enquanto fecho o frasco, quando me apercebo que n funciona (que estupidez, então porque raio está lá o bidé?) e deixo cair a tampa do frasco para cima do chichi...

Já chega de intimidade, quis partilhar este episódio (tabu) convosco, porque é uma experiência pouco documentada!

segunda-feira, dezembro 18, 2006

ganir

how can i explain personal pain?

quinta-feira, dezembro 14, 2006

arrecadação

s.f.,
acto de arrecadar;
depósito;
quarto;
prisão;
cobrança de impostos;
recebimento.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Manias

“Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do “recrutamento”. Ademais, cada participante deve reproduzir este “regulamento” no seu blogue.”


Mania nº1 - Sou do contra! Sou contra uma data de coisas, entre elas estes pseudo-chain-letters que faço questão de quebrar e não cumprir. Por isso não escrevo mais manias e não convido ninguém a fazer o mesmo!

terça-feira, dezembro 05, 2006

n tenho querer

enquanto n for independente n tenho querer, é fodido, mas é a vida. obedeço resignada, mas n deixo de sentir...


... um peso no estômago, em baixo, sinto as paredes deste, parece que estão vivas e a fazer pressão, parece que se fizerem mais força me furam a barriga.

... a garganta fechada, a meio, parece que inchou para n deixar passar nada, n de fora para dentro, mas de dentro para fora.

... e a cabeça sente-se a crescer, quase como se fosse metálica e um íman a puxasse.

a interpretação? n sei, mesmo isto n é fidedigno, a linguagem limitou-se a estas palavras, na verdade n é assim que me sinto, mas de que outra forma explicar?

não é dramatizar...ok, é! mas é principalmente desabafar!

domingo, dezembro 03, 2006

guts!

O que eu sinto, não é o que eu penso que sinto e muito menos o que eu exteriorizo. Por isso quando saí, é tão falso, enganador e mal interpretado. Mesmo por mim.

Tentamos rotular, definir o que sentimos, em vez de nos limitarmos a senti-lo. E cada vez que o fazemos, empobrecemos o sentimento, porque ao tentarmos defini-lo vamos rotulá-lo e passar a ser coerentes com esse rótulo. mas por outro lado, se não o rotularmos, vamos andar sempre a pensar o que será isto que estou a sentir...

E eu sinto, sinto muito, sinto intensamente e não posso rotular, porque já experienciei vários sentimentos que rotulei... e este ainda n tinha experienciado, mas já não há mais rótulos.

e eu nem sinto necessidade em rotulá-lo, quer dizer, sinto, mas não uma necessidade atroz, mais uma curiosidade, como se alguém me pudesse explicar o que estou a sentir... n é estúpido? como pode alguém sequer imaginar uma coisa que está a acontecer dentro de mim? nem eu própria percebo bem...

Podia tentar analisá-lo e dissecar as coisas que provoca... mas n sei, se isto é dor, se é angústia, se é prazer, se é ansiedade, se é emoção, se são mais coisas, todas juntas e misturadas... não sei mesmo, mas é forte! Não sei se é direccionável a alguém ou alguma coisa, se posso tirar partido dele para tomar decisões ou se é ele que me impede de as tomar. Vou continuar a senti-lo, esperar por mutações ou tentar provocá-las, submetê-lo a condições agrestes e ver como reage, ou não, ou vou simplesmente curti-lo.

Antes isto que ser indiferente, mas gostava de saber exteriorizá-lo correctamente, gostava de trasmitir uma ideia próxima daquilo que estou a sentir, mas não sei como. Há coisas inexplicáveis... não por dogma, mas pelas limitações da linguagem.