sexta-feira, junho 30, 2006

mini cirurgia

_ Tire o relógio, a carteira e esvazie os bolsos... deixe isso aí, com a sua mãe e venha comigo!

Esvaziei os bolsos, tirei o relógio e guardei tudo dentro da carteira que dei à minha mãe. Passei a porta e segui a "auxiliar de acção médica" (a contínua dos hospitais). Corredor, curva à esquerda novo corredor, parámos.

_ Dispa-se toda, fique só de cuecas e vista isto!

Uma touca de plástico verde para a cabeça. Duas outras, também de plástico, azuis, mas mais pequenas, para os pés. E uma pseudo-bata (que se assemelhava a uma camisa de forças, mas mais comprida) de tecido (praticamente transparente) azul. Despi-me e vesti-me, olhei-me ao espelho e ri-me! A bata quase porno, por ser transparente, mas altamente patusca por me estar enorme fazia com que parecesse que estava num hospital psiquiátrico. Ainda esperei um bocado naquela triste figura (só me lembrava do D. Quixote que tinha ido ver na noite anterior). Chamaram-me.

_ Deite-se de barriga para baixo.

A marquesa, estreitíssima, com um alcolchoado preto, era relativamente confortável. Deitei-me e suspirei, quase pronta para adormecer (só tinha dormido 3 horas).

_ Ouviu? O doutor estava a falar consigo.

Ãh? Estava noutra, observava a mesa auxiliar com tesouras, fios e bisturis.

_ Não vai poder molhar as costas durante 12 dias.

Ok, ok... pacífico, tomo banho da cintura para baixo e o resto lavo com uma esponja. Iam-me preparando as costas, tapar o que não interessa, marcar área de influência, limpar.

_ Agora vai doer um bocadinho, é a anestesia.

Pois é a parte mais chata! Dorzinha aguda, fininha, arde... gani um pouco, franzi o sobrolho, 1, 2, 3, 4, já está! Agora sinto uma parte delimitada das costas adormecida... sinto que lhe estão a mexer, mas não doi e não consigo precisar o exacto local onde isso está a acontecer. Senti uma picada, mas não doeu... e agora puxam... ah! já estão a coser... foi rápido!

_ Daqui a 12 dias tem de vir tirar os 6 pontos. Tem de ter cuidado nestes dias para não rebentarem, não pode fazer exercício. Vou pôr um penso, este pode mudar daqui a 4 dias.

Sento-me na marquesa com cuidado, ainda sinto as costas dormentes. Visto-me e o médico dá-me a prova do crime. Um frasquinho transparente com tampa vermelha, com um líquido e o sinal.

_ Tem de levar isto para o piso 1 para análise.

Assim faço, desfaço-me da prova do crime (as análises só estão prontas daqui a 4 semanas) e saio dali e vou tomar um café.


Agora estou dormente, e meia a ganir... espero que isto não dure muito tempo. Vou dormir!

sábado, junho 24, 2006

mudar ou não, eis a questão!

Eu gosto da minha vida tal como ela é. Não estava a pensar alterá-la, mas surgiu uma hipótese que proporciona coisas que eu pensava que já não existiam, coisas muito boas. Isto seria perfeito, se não fossem as desvantagens... não são muitas, mas existem. Uma é ter de prescindir de coisas da minha vida actual, que eu gosto muito, mesmo muito. Outra é a possibilidade que esta hipótese tem de me magoar, desapontar ou simplesmente acabar. E eu ando tão equilibrada, não quero voltar a entrar em montanhas-russas emocionais.
Será que estou a ser conformista? Porque é que eu não me lanço de braços abertos às coisas novas e boas que a vida me oferece? Será que tenho coisas por resolver que não mo permitem? E se eu não as quiser resolver, exactamente pelas mesmas razões porque não quero arriscar?
E se der para não tomar decisões e conciliar tudo?

dreeeeeam, dream, dream, dream

segunda-feira, junho 19, 2006

Medo

A possibilidade de alterar a minha condição individualista, independente e só assusta-me. Não só pelo que isso significa a nível de cedências e de priscindir de coisas que já tenho há 2 anos, isso não me atormenta muito. Mas a possibilidade de me tornar vulnerável a alguém aterroriza-me.

Provavelmente é cobardia da minha parte, estou a escolher o caminho mais fácil, mas a desculpa é perfeita, mau timing, agora tenho de acabar o curso, não me posso distrair... vou fugir.

Atormentaste a minha vida e abalaste o meu sossego de estar só, e eu gostei, mas não vou deixar. vou voltar 1 semana atrás e fechar-me a sete chaves.

Aqui ninguém entra sem eu deixar, e eu não deixo entrar ninguém.

domingo, junho 18, 2006

Diana Krall - Just the way you are

Don't go changing, try and please me
You never let me down before
Don't imagine you're too familiar
And I don't see you anymore

I would not leave you in times of trouble
We never could have come this far
I took the good times, I'll take the bad times
I'll take you just the way you are

Don't go trying some new fashion
Don't change the color of your hair
You always have my unspoken passion
Although I might not seem to care

I don't want clever conversation
I never want to work that hard
I just want someone that I can talk to
I want you just the way you are.

I need to know that you will always be
The same old someone that I knew
What will it take till you believe in me
The way that I believe in you.

I said I love you and that's forever
And this I promise from the heart
I could not love you any better
I love you just the way you are

quarta-feira, junho 14, 2006

histerismo

um pouco de histerismo nunca fez mal a ninguém, e só para exteriorizar a minha felicidade...





ahahahahhaa ihihihihiihih ehehehehehehe, o zé ligou-me, o zé ligou-me, o zé ligou-me!!!!!






pronto, pronto, n é só isso na minha vida que corre bem, é tudo o resto, as dores só vêm quando vacilo sobre as opções que tomo, claro que se mantêm (pelo menos algumas, pelo menos por enquanto), mas nem todas foram fáceis de tomar. Não existem finais felizes!

segunda-feira, junho 12, 2006

dor

escolhi senti-la, interiorizá-la, vivê-la, respirá-la... ou antes deixá-la sufocar-me, mas só por breves instantes, só o suficiente para sentir alguma coisa e não ser sempre indiferente...

E sinto prazer nesta dor que me corrói, quer dizer, não é bem prazer, mas disfruto esta dor, procuro senti-la ao máximo, pelo mínimo tempo possível... para não me deixar afectar, muito...

não sei pô-la por palavras.... vou doê-la....

quinta-feira, junho 08, 2006

Amor e sexo

by Cilze Mariane Costa Honório, Rita Lee, Roberto de Carvalho e Arnaldo Jabor

Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte

Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema

Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia

O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval

Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom...
Amor é do bem...

Amor sem sexo,
É amizade
Sexo sem amor,
É vontade
Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes, Amor depois

Sexo vem dos outros,
E vai embora
Amor vem de nós,
E demora

Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval

Amor é isso,
Sexo é aquilo
E coisa e tal...
E tal e coisa...

segunda-feira, junho 05, 2006

666

número da besta
em binário 1010011010
em hexadecimal 29A
em base oito 1232