sexta-feira, abril 28, 2006

No cu não!

Passo a explicar, tentando esclarecer variadíssimas mentes, mas aviso desde já que falo por mim e por mais ninguém. Atenção não quero ofender nem ferir susceptibilidades, a partir de agora vou falar de sexo anal e explicar a razão pela qual não o faço. Não quero ofender amantes de sexo anal, só dar a minha opinião sobre o assunto.

Em primeiro lugar quero deixar bem claro e desmitificar preconceitos, atenção, continuo a falar só por mim, não é a dor de alguém "me ir ao cu" que me assusta, primeiro porque confesso que já defequei "cagalhões" (peço desculpa pela expressão, mas não há outra palavra mais elucidativa) bem maiores e mais grossos que qualquer pila (pénis é uma palavra muito correcta, pila é mais carinhoso). Depois porque com lubrificantes e boa estimulação fazem-se maravilhas.
O anús é o canal (o recto é que é o canal, mas vocês percebem) por onde sai toda a merda(mais uma vez, não é o uso gratuito do palavrão, mas é mesmo a palavra mais elucidativa, e ela existe, então eu uso-a) que o nosso corpo rejeita. Tudo aquilo que não presta, que não dá para aproveitar para nada, que não tem qualquer utilidade, que é porcaria.

Vamos recuar uns anos, mais ou menos para a altura em que comecei a ir à casa de banho sozinha e a minha mãe me explicou, como de certeza tantas mães explicaram às suas queridas filhas, como se limpa o rabo. "De frente para trás, para o cocó não ir para o bibi, para não sujar nem infectar."
Então, para mim, basicamente, o sexo anal é uma porcaria... Mas não vou parar por aqui, vou tentar ser mais explícita e aprofundar bem as situações.
Tendo em conta todos estes factores, mesmo assim, vou tentar perceber qual a melhor altura para praticar sexo anal. Antes de sexo vaginal? Não, que nojo, pôr uma pila cheia de cocó(pronto, eu sei que estou a exagerar, com vestígios) na minha bela e limpinha vagina está fora de questão, até porque eu não quero apanhar infecções. Antes de sexo oral? AHAHAHAAH deixem me rir, no way, cocó não é, nem sabe a mousse de chocolate. yerk, que nojo! No fim, e o gajo vem-se para o meu cu? No way, além de não perceber como é que uma pila limpinha se vem para o depósito de toda a nossa merda em vez de se vir para uma boca ou uma vagina (quentes, húmidas e limpas). Além disso, qual é a paranóia de meter a pila em todos os buracos possíveis e imaginários? No cu não!!!
Aliás, não falo de todos os gajos, mas muitos, se a ideia lhe passasse pela cabeça, serem eles a levar no cu (falo de heterossexuais, óbvio), ficavam logo mal dispostos. Sei-o porque o último namorado que tive (a loooooong time ago) propôs-me "ir-me ao cu" e eu disse-lhe que sim, que podíamos experimentar, mas só se eu lhe fosse ao cu com um vibrador primeiro...nunca mais falou no assunto.

Concluindo, eu adoooooooro sexo, sou extremamente sensível e tenho imenso prazer, gosto de experimentar posições novas e de fantasiar com sítios ou situações mirabolantes, mas sexo anal não! Para mim é uma porcaria, e acho que não faz sentido sequer experimentar uma coisa que considero porca. Além disso não é obrigatório experimentar tudo na vida, podemos escolher o que queremos ou não experimentar.

Tenho dito, espero ter esclarecido algumas mentes, espero não ter chocado outras e principalmente espero que pratiquem sexo como quiserem e vos der mais prazer porque eu tento fazer o mesmo.

segunda-feira, abril 17, 2006

Smashing Pumpkins, Adore, Apples+Oranges

What if the sun refused to shine?
What if the clouds refused to rain?
What if the wind refused to blow?
What if the seas refused to wave?
What if the world refused its turn?
What if the stars would hesitate?

What if what is isn't true?
What are you going to do?
What if what is isn't you?
Does that mean you've got to lose?
Digging for the feel of something new

What if the silence let you dream?
What if the air could let you breathe?
What if the words would bring you here?
What if this sound could bring you peace?

What if what is isn't true?
What are you going to do?
Digging for the feel of something new
What if what is isn't you?
Does that mean you've got to lose?

It came from your thoughts, your dreams and visions
Ripped up from your weeks and indecisions

What if the sun refused to shine?
What if the clouds refused to rain?
What if the world refused to turn?
What if the clocks would hesitate?

What if what is isn't true?
What are you going to do?
What if what is isn't you?
Does that mean you've got to lose?
Digging for the feel of something new

Does that mean you've got to choose
The feel of something new?
Does that mean you've got to lose
The thoughts you cannot lose?
What are you going to do?

quarta-feira, abril 12, 2006

life goes on

As pessoas alteram o seu comportamento, é normal, é uma consequência de atitudes vistas, tidas ou ouvidas. O que é estranho é assistir a essa alteração, principalmente quando esta é brusca e sem aviso. Quando as pessoas que nos são próximas se afastam de nós sem aviso, sem dizerem a razão porque o fazem. Aparentemente esse afastamento é subtil, principalmente para as pessoas que se afastam (elas acreditam que o estão a fazer de uma forma natural e lenta), mas não é. Porque coisas simples que faziam parte do quotidiano de duas pessoas, que faziam parte da sua relação, deixam de existir. Há conversas que deixam de existir, perguntas, simples palavras até. E o afastamento inicia-se, com momentos estranhos, porque a pessoa que inicia o processo se esquece que este está em curso e diz algo que costumava dizer, só depois se apercebe que o que disse já não faz sentido. Cria desconforto, é descontextualizado, estranho. Quando uma pessoa se apercebe que outra se está a afastar dela e reage, não de uma forma brusca, mas simplesmente correspondendo à indiferença existente nas, já escassas, conversas, a outra (a que se está a afastar) tem quase um choque, porque tem finalmente consciência que a sua atitude está a ter efeito.

Sempre me fez uma certa confusão, a forma como estas alterações de comportamento se processam, sem avisos, sem conversas, sem explicações. Como se fossem naturais e simplesmente acontecessem. Mas acontecem e é mais uma prova que nós não controlamos tudo o que se passa na nossa vida, controlamos apenas a forma como lidamos com isso. Tenho consciência que me incomoda, analiso a sua importância e decido não deixar que me afecte.

O tempo passa, as pessoas mudam, as relações mudam.

terça-feira, abril 04, 2006

Gestão temporal e sentimental

Gerir o meu tempo para conseguir fazer o maior número de coisas possíveis. Definir prioridades, para saber o que fazer primeiro, o que é urgente e o que não é, mas tentar não deixar de fazer nada. Procurar também ter tempo para mim, para não dar em maluquinha, mesmo que isso signifique dormir menos, para poder ir sair à noite, beber copos, conversar e dançar.

Gerir sentimentos, não explodir, não desatar aos estalos e aos gritos, mesmo que me apeteça muito. e ultimamente tem apetecido. Posições extremas são as mais fáceis, sejam as de vítima, de apontar o dedo ou de se estar a cagar para tudo e todos. E eu estou no meio de duas pessoas que assumiram posições extremas e opostas, até se chatearam uma com a outra (e são irmãos, meus). E eu, como não me quero chatear com nenhum deles, e compreendo a posição e os argumentos de ambos apesar de saber que são exagerados, tenho de filtrar o que me é dito para não me ofender e não posso dizer o que me vai na cabeça para eles não reagirem mal e se chatearem comigo.
Não os julgo porque têm direito em assumir estas posições, também sofrem com as suas consequências... até ao dia, em que me passar, porque algum exagerou e eu atingi o meu limite de paciência para os aturar. Nesse dia converso com eles, não o faço antes porque não faz sentido, eu não tenho de tomar conta deles e chamá-los a atenção, eles tomaram estas posições porque são assim, quem sou eu para dizer que estão errados, só porque sou diferente?