domingo, fevereiro 26, 2006

Anónimos

Não percebo as pessoas que não se identificam... conhecendo-as ou não, não percebo qual é o problema de assinar depois de deixar um comentário... é suposto e desejável!
Não limito os comentários a pessoas registadas porque tenho amigos que não têm paciência para efectuar o registo, mas quero que possam comentar, e espero sempre que assinem. Por essa mesma razão vou continuar com este sistema e sujeitar-me àqueles que por aí têm aparecido e comentado sem se identificarem, mas faço-lhes um apelo, escrevam o vosso nome, digam quem são, não tenham vergonha. Ainda por cima eu tenho curiosidade em saber quem são e não faço ideia. até para poder, ao vivo, trocar impressões sobre o que pensam do meu blog, gosto que me critiquem, que dêem a vossa opinião. Porque como já repararam este blog não é assim tão comentado e eu gostaria de saber o que acham os poucos que o fazem.

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

itália

Queria ter mais tempo para escrever decentemente sobre a viagem, mas já estou a adiar há muito, por isso vou tentar resumir.

É tão bom estar em sítios novos, onde nada me é familiar, onde tudo me surpreende, positiva ou negativamente. Reparar em pormenores que cá não me apercebo porque não olho. Ver arquitectura diferente, escalas diferentes, culturas diferentes. Hábitos diferentes, vivências e comportamentos distintos daqueles a que me habituei. Escolher caminhos, sem saber onde me levam. Não reconhecer o que me rodeia, mas tentar retê-lo na memória.

Imagens
de Milão, a via spiga com lojas de renome em ambos os lados e o Francisco à procura da car shoe.
de Veneza, janelas mouriscas a 2 metros do edifício em frente, com um canal por baixo, a inês no meio da ponte a tirar uma foto e a pedir que não esperassem por ela.
de Vicenza, a basílica do palladio, o nosso almoço nas escadas em frente e a corrida desnecessária para apanhar o comboio.
de Bergamo, à noite a passear com o luca na cidade velha com a inês a perguntar-lhe se queria aprender palavras novas.
de Como, do choque que todos tivemos ao ver o que era afinal o Novocomum do Terragni, de tal forma que ninguém tirou uma única foto.

da Inês e do seu quiquiriquiqui, da forma como faz rir qualquer um, seja de propósito ou sem querer, mas é certo que se ela estiver presente está tudo bem disposto. Das conversas sobre a cerveja e o gin tónico.
da Inês Reis e do seu ar aprumado, decidido e seguro. De sugerir e fundamentar o percurso do dia, sempre organizada, divertida, consciente, bem-disposta e sensata. Das nossas pseudo-discussões saudáveis e controladas.
do Francisco e da sua disponibilidade, dos copos de vinho e do pijama, das horas para se arranjar de manhã e das nossas conversas à noite.
do Luca e da sua hospitalidade, do jantar, do pequeno-almoço, do passeio, da tese e da conversa sobre o futuro, sobre o regresso, sobre lisboa.

7 dias, 5 pessoas, 5 cidades.

Let's fall in love - Diana Krall

I have a feeling, it's a feeling, I'm concealing,
I don't know why
It's just a mental, sentimental alibi

But I adore you So strong for you
Why go on stalling Our love is calling
I am falling Why be shy?
Let's fall in love Why shouldn't we fall in love?
Our hearts are made of it
Let's take a chance Why be afraid of it
Let's close our eyes and make our own paradise
Little we know of it, still we can try To make a go of it
We might have an end for each other
To be or not be Let our hearts discover

Let's fall in love Why shouldn't we fall in love Now
is the time for it, while we are young Let's fall in love
We might have and end for each other
To be or not be Let our hearts discover
Let's fall in love Why shouldn't we fall in love? Now
is the time for it, while we are young Let's fall in love [4x]

terça-feira, fevereiro 07, 2006

respirar novas experiências

Uffffffff! Tenho 2 semanas para respirar! 1 semana para sair, para curtir, para ir para os copos, para arrumar o quarto, para não fazer um cu, para tomar cafés, para jogar xadrez, para ir ao cinema, para conversar, para desanuviar, para esquecer projecto, para programar a viagem a Milão. e a outra semana para curtir, em Milão e em todos os sítios onde for em Itália.

Vai fazer-me bem, sair daqui, ver outras coisas, estar com outras pessoas, fazer uma pausa na minha vida. Ver coisas entusiasmantes, extasiantes. Ir a sítios, ir a edifícios, a lugares, a cidades, vê-los, apreciá-los, senti-los, não passar por eles como se não existissem. Sair à rua e não me identificar com nada do que vejo, e gostar dessa sensação. procurar, explorar, passear, deambular, descobrir, o novo, o desconhecido. Conceber o inconcebível, porque todos formamos uma ideia sobre os sítios que ouvimos falar mas não conseguimos ver-nos nesses sítios, concebemo-os como lugares separados da nossa existência. ir a um sítio é descobrir uma nova realidade, nossa num espaço. Um novo eu, estabelecer uma nova relação, aumentar experiências, vivências, sensações, que são condicionadas pelas circunstancias, que nós controlamos, consciente ou inconscientemente, as pessoas com quem vamos, os sítios que escolhemos visitar, o que escolhemos dizer e como lidamos com o que vemos, ouvimos, sentimos.

Por mim ia já! Mas faltam 6 dias, vou aproveitá-los o melhor possível, para descansar e para ficar com a melhor disposição possível para a viagem.