quarta-feira, janeiro 25, 2006

Balanço positivo

Este blog já fez um ano, gosto de o reler e aperceber-me das minhas mudanças neste ano. Gosto de lembrar-me do que sentia quando escrevi alguns posts e saber que não há hipótese de voltar a sentir aquilo. Não é que nunca mais possa ir "abaixo", mas pelo menos daquela forma, não! É engraçado como uma pessoa pode mudar e é bom ter o registo dessa mudança. Sei que há coisas que escrevi aqui, que se mostrasse a alguma das pessoas com quem me dou agora, ninguém acreditaria que senti e escrevi aquilo.

Continuo a dar-me com alguns dos meus amigos mais antigos, mas já não dependo deles, nem lhes exijo nada. Também existem aqueles com os quais já nada, ou muito pouco, tenho a ver. Tenho alguns amigos novos, aliás as pessoas com quem me tenho dado mais, são recentes na minha vida. Conheço-as há 3 meses e a maior parte foi por acaso, ninguém mas apresentou, foram conversas iniciadas na rua (algo que há um ano eu não concebia, meter conversa com alguém na rua e tornar-me amiga dessa pessoa!!!! Nem sonhar!). Sinto-me próxima dessas pessoas... de algumas.

Mas não deixei de ser eu, há coisas em mim que se mantém. Como o muro que existe à minha volta, mas está muito mais transponível, não é para todos, mas já consigo permitir a alguns que o trespassem. Tenho as mesmas paixões, os mesmos sonhos, os mesmo problemas, mas dou-lhes menos relevância e não sou obcecada por eles. Aos sonhos, continuo a sonhá-los, não procuro realizá-los porque sei que só em sonho são perfeitos e são só isso, não são objectivos. As paixões são cada vez mais belas, também as sonho, algumas procuro realizá-las, as que dependem de mim e estão ao meu alcance, as outras também são boas, porque mesmo que não as concretize, cultivam em mim um sentimento tão bom que não faz sentido esquecê-las, não as sofro, disfruto-as (na realidade ou em sonhos). Aos problemas, todos os temos, não lhes dou importância, mas não os ignoro, nem os recalco. Trabalho neles e procuro resolvê-los, alguns consigo, outros não (ou ainda não). Não fujo de nenhum, encaro-os e tento resolvê-los. No fundo, hoje em dia (em relação há um ano), lido melhor com com os meus problemas.

sábado, janeiro 21, 2006

alberto caeiro, heterónimo de fernando pessoa

eu sou do tamanho do que vejo
e não do tamanho da minha altura.

In a manner of speaking - nouvelle vague

In a manner of speaking I just want to say
That I could never forget the way
You told me everything
By saying nothing
In a manner of speaking I don’t understand
How love in silence becomes reprimand
But the way I feel about you is beyond words

Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Oh give me the words
Give me the words
That tell me everything

In a manner of speaking Semantiks won't do
In this life that we live we only make do
And the way that we feel might have to be sacrificed
So in a manner of speaking I just want to say
That just like you I should find a way
To tell you everything
By saying nothing

Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Oh give me the words
Give me the words
Give me the words
Give me the words
Give me the words

domingo, janeiro 08, 2006

errata

Quando, no post anterior, digo que não me apaixono há mais de 2 anos, não é bem verdade. Tive momentos de paixão nestes 2 anos, intensos e muito bons. Mas foram momentos, não havia intenção de os prolongar, uns duraram uma semana, outros uma noite, outros nem isso. Souberam-me muito bem, faria-os de novo, se voltasse atrás. Foram exactamente aquilo e nada mais... não me apaixonei por ninguém.

intensidade

Não me interpretem mal, eu estou fixe! Sim, tenho falta de mimos, mas nada de grave, estou muito bem, já aprendi a estar sozinha. Sou feliz! No entanto, no outro dia apercebi-me que não me apaixono há muito tempo, há mais de 2 anos, e tenho saudades dessa intensidade.

De estar apaixonada, e de ser correspondida. Saudades de me lançar nos braços de alguém, de tremer na sua presença e suspirar na sua ausência. De ter um nó no estômago, de ficar nervosa, de não saber o que dizer. De olhar para a outra pessoa e ver aquele brilhozinho nos olhos, só por estar a olhar para mim. De beijar descontroladamente, de cair nos seus braços e agarrar ser saber muito bem onde, mas agarrar com força. De estar muito tempo longe da pessoa e acumular não sei bem o quê, mas no reencontro sentir-me cheia, pronta a explodir e não recear fazê-lo!

Saudades de uma sensação incrível, de um sentimento brutal, que não experiencio há muito tempo!