quarta-feira, dezembro 28, 2005

1 dia menos bom

É só um, há já muito tempo que estou bem, muito bem, e continuo. Mas hoje, hoje bateu-me a solidão, a carência... e mais não digo, para não ficar com pena de mim própria. Estou carente, mas estou fixe!

quarta-feira, dezembro 21, 2005

empatia

cumplicidade
conivência
conforto
entendimento
compreensão
proximidade
reciprocidade
estima
benevolência
simpatia

Conhecer uma pessoa sem a conhecer. Entendê-la, compreendê-la, identificar-me, estar à vontade como se a conhecesse há anos. Não ser constrangedor cruzar olhares, estar em silêncio, sorrir sem razão...

quinta-feira, dezembro 15, 2005

Quem morre?

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê,
quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos,
quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor
ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções
justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante. Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar.

"Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade".

Pablo Neruda

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Presidenciais

Vou sempre votar, nunca falhei. Acho que para além de ser um dever é um direito que eu quero usufruir, faço questão!

Ultimamente tenho votado em branco, exceptuando as europeias, porque não há, em Portugal, hoje em dia, políticos decentes! Ligamos a televisão e na assembleia estão a insultar-se uns aos outros, nas campanhas eleitorais, sejam autárquicas, legislativas ou presidenciais, a mesma história. Parece que se esqueceram do que representam, qual o seu objectivo real e a quem se devem dirigir.

Infelizmente, nestas eleições, não vou poder votar em branco, soube há pouco tempo que para as presidenciais, os votos nulos e os brancos são postos de parte e não são contados. O que eu acho uma vergonha, mas sendo assim, não sei bem o que fazer. Não gosto de nenhum dos candidatos, acho que nenhum chega aos calcanhares do Jorge Sampaio, e para mim, não faz sentido votar no menos mau! Por isso começo a pensar que faz mais sentido não ir votar. Porque a abstenção é sempre contabilizada, e dessa forma posso demonstrar o meu descontentamento... Mas desta forma estou a renunciar ao meu direito de voto. Acho que só vou decidir no dia das eleições!

sexta-feira, dezembro 02, 2005

Acordar

Pensar, nas pessoas que fazem parte da minha vida, nos acontecimentos que se sucedem, nos sentimentos que me assaltam. Imaginar a minha vida noutras circunstâncias, sorrir. Tomar decisões, deambular sozinha pelas ruas de lisboa, pegar no carro e ir dar uma volta. Quebrar a rotina, encontrar espaço na minha vida para mim. Para os meus sentimentos, para as minhas reflexões, introspecções. Não fazer planos, reagir a acontecimentos, fluir. As coisas têm a importância que nós lhes quisermos dar.
Acordo, abro os olhos, lembro-me de acontecimentos recentes, sorrio, viro-me para o outro lado, ainda posso estar mais tempo na cama. Espreguiço-me, esticar os músculos, ter consciência do meu corpo. Sair da cama, abrir as persianas, deixar a escassa luz que existe lá fora atingir-me. Salto para o banho, água quente percorre-me o corpo, fico mais uns minutos...

Sair de casa. Sentir frio, o vento, a chuva. Gosto do inverno, do mau tempo, dos dias mais escuros.