segunda-feira, outubro 31, 2005

bónus

Estou cada vez melhor! O importante é não ter expectativas, não esperar nada, nem ninguém! Curtir o momento, disfrutar das peripécias do dia a dia, sem lhes dar demasiada importância! Porque quando, para além de se pregar isto, quando se pratica e acredita, as coisas correm melhor. ou antes, sabem melhor, porque não se está à espera. então é bónus!
e o melhor de tudo, é que é só isso, é simples, claro, sem intenções, sem premonições, mas também não é completamente ao acaso, aleatório. acontece! espontaneamente, deliberadamente, facilmente. e acontecer, não quer dizer nada, para além disso, daquele momento. aconteceu!

quarta-feira, outubro 26, 2005

quem tudo quer tudo perde?

Quem não arrisca não petisca. Mas se eu arriscar posso perder o que tenho.
Mais vale um pássaro na mão que dois a voar. mas nunca nos contentamos só com um.
Quem tudo quer tudo perde.

é suposto contentarmo-nos com o que temos ou arriscarmos o que temos para tentarmos mais?
é quando nos pomos estas questões que devemos tentar mais, ou devemos curtir, cultivar e melhorar o que temos? em vez de tentar alterar?

porque que é que nunca estamos contentes com o que temos? eu estou, mas gostava de mais...

quarta-feira, outubro 12, 2005

Saudades

"Lembrança, suave e triste ao mesmo tempo, de um bem do qual se está privado; pesar; mágoa que nos causa a ausência de pessoa querida; nostalgia."

É esta a definição que vem no dicionário da verbo.

Acho que nunca tinha sentido saudades até há relativamente pouco tempo. Posso sentir falta de uma pessoa, e ficar muito contente quando a revejo. Mas ficar magoada com a falta de alguém só recentemente é que me aconteceu. Mais propriamente, desde que o Zé (sim, tu!) foi para a Holanda. Mas não é magoada, de ficar triste e desapontada com ele. Não é controlável, é como a dor que se sente quando se cai. Podes não chorar, podes até decidir não ligar à dor, mas ela existe. E eu criei uma relação profunda com essa dor, uma empatia, eu gosto dessa dor, umas vezes bate mais, outras menos. Mas é a melhor forma de lidar com este distanciamento, de continuar próxima do Zé, de ele estar presente na minha vida, de me atingir. Não é uma dor má, é uma dor boa. Há dores boas, só soube desde que comecei a sentir saudades! E quando, um dia ele voltar de vez, se voltar, vou deixar de ter saudades dele. Mas vou ter saudades de ter saudades, vou ter saudades desta dor boa!