sábado, abril 23, 2005

SEXO, SEXO, SEXO

LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO (no seu melhor)

Sexo, sexo, sexo. Todo mundo só fala em sexo. Entreouçamos:

Merlusa Cavalcante, socialite. "Acho que fui uma adolescente normal. Minhas fantasias sexuais eram com estrelas de cinema. Lembro que as paredes do meu quarto eram cobertas de fotografias de actores e eu me imaginava transando com todos eles... Rin Tin Tin, King Kong, o cavalo do Roy Rogers..."

Diva Gar, oceanógrafa. "Minha primeira transa foi num Volkswagen. Começou no banco de trás. Quer dizer, o meu namorado foi para o banco de trás e eu fiquei metade no banco da frente e metade no banco de trás, sabe como é? Aí ele sugeriu que eu botasse uma perna pela janela e dobrasse a outra por baixo do banco da frente, no lado direito, enquanto ele tentava vir por cima do banco do lado esquerdo, aí eu comecei a dizer 'Ai, ai' e ele disse 'Mas eu ainda não fiz nada' e eu disse 'Não, é que meu ombro ficou preso em baixo do freio de mão'. Aí ele disse pra mim recolher a perna que estava pra fora, e eu recolhi mas fiquei com o joelho preso no volante e apoiei o cotovelo onde não devia e o meu namorado, coitado, deu um grito de dor. Aí eu pulei prá trás e bati com a cabeça no pára-brisa e ele saiu correndo pra chamar a ambulância. Aí veio a ambulância e ele foi comigo para o hospital na parte de trás e aí, sim, deu pra transar legal porque tinha bastante espaço e até uma cama."

Miro Masaferro, corretor. "Eu e minha esposa temos relações sexuais três vezes por semana, às terças, quintas e sábados. Terças e quintas das dez às dez e vinte e sábados das onze às onze e quarenta, com um intervalo para gargarejo. Religiosamente. É uma rotina que mantemos há vários anos e que não pretendemos mudar, apesar dos protestos que ouvimos quando, por exemplo, estamos jantando num restaurante e eu digo "Querida, são dez horas" e vamos para debaixo da mesa. Eu acredito que o segredo para uma vida sexual feliz é o mesmo que para a saúde intestinal: a regularidade. O importante é nunca falhar. Não sei como vai ser hoje. Vamos estar num velório..."

Toca Tamborim, estilista. "Eu acho sexo uma coisa muito natural que acontece entre seis ou sete pessoas com apetites normais, um pouco de creme chantilly e um desentupidor de pia. Qual é o problema? As pessoas fazem um mistério. Ah, porque calda de chocolate suja a cama, ou o liquidificador e o vibrador juntos podem dar curto circuito, e mais isso e mais aquilo. Qual é o problema, gente? Não foi Deus que nos botou no mundo com nossos corpos, e os arreios, e as ligas pretas? Pode haver coisa mais natural do que gel íntimo sabor framboesa? Poxa!"

Dico Tomia, almoxarife e poeta. "Eu acho que o sexo tem que ser entre pessoas que se amam, ou se gostam, ou se respeitam, ou então não se conhecem mas não têm nada mais para fazer entre as seis e as oito. Senão fica uma coisa mecânica, entende?"

Deixar-me de dramatismos

Já está na altura. Para quem não quer há muito. De qualquer maneira, não posso dar excessiva importância a isto senão não ando descansada.
A vida é bela e curta, há que aproveitá-la. Não cometer excessos de nenhum tipo, inclusive não ser demasiado dramática, nem armar-me em infeliz. Não sou! Pelo contrário, a vida corre-me bem, não há nada de terrível ou catastrófico que me esteja a acontecer.
Não me falta dinheiro, tenho saúde, tenho amigos, a família é fixe, sou estudante e trabalhadora, vou viajar daqui a uns dias, tenho de deixar-me de merdas!
Passar a falar de coisas interessantes, engraçadas, motivadoras, hilariantes, estimuladoras...

quarta-feira, abril 13, 2005

eu conto um conto

Quando a Marta conheceu o Tiago ainda namorava com o Luis. Foi num Verão, no pino de Agosto, uns amigos desafiaram-na para passar 4 dias fora da cidade! Foi ter com eles a uma aldeia, pequenina, com casario baixo e seguido, onde as pessoas que a habitam são sempre as mesmas e conhecem-se desde crianças. Esse grupo de amigos com quem foi ter, também vai para lá desde sempre, não conhecem, nem querem conhecer outro sítio, aquele preenche-os.
Aqueles 4 dias foram inesquecíveis para a Marta, foi um período curto mas intenso. Foi com o Tiago que conversou mais, com quem ficava até quase nascer o sol, com quem se riu, com quem se identificou, foi quem a marcou. Quando estava de regresso a casa, apercebeu-se da queda que tinha por aquele rapaz, que conhecia há tão pouco tempo, mas com quem tinha partilhado pensamentos, opiniões, crenças. Decidiu não dar importância, ela amava o Luis, e aquela paixão era momentânea, passageira.

No ano seguinte voltou àquele lugar que a tinha feito sonhar, que a tinha deixado respirar. Desta vez foram 3 semanas. Mas apercebeu-se que, durante a primeira, só pensava quando chegaría o Tiago. Até ele chegar, depois disfrutava da presença dele, do prazer da sua simples companhia, do seu sorriso, da boa disposição. Na última semana o Luis apareceu, mal humorado, triste, revoltado, não soube sequer disfrutar daquele espaço magnífico.
Um dia na praia, uma das raparigas do grupo, a Teresa, aproximou-se de Marta e perguntou-lhe sobre o Luis, como era a relação deles, se gostava mesmo dele. Marta disse que sim, que gostava mesmo dele, mas Teresa não ficou convencida. Marta tinha vacilado, e tinha consciência disso, o Luis tinha vindo atormentar o seu paraíso. Porque não tinha ele gostado daquele lugar, ela não compreendia.

Acabaram as férias, mas nesse ano, já na cidade, o grupo manteve o contacto. Combinavam saídas, jantares, cafés. Procuravam estar uns com os outros. Marta passou a falar cada vez mais com Tiago, contava-lhe os problemas que tinha com o Luis, desabafava com ele. Mas sempre de forma amigável, apesar daquela paixão nunca ter morrido, Marta guardou-a para si. Muito de vez em quando, alguém que a conhecia melhor, notava e comentava ou confrontava-a, mas Marta não se acusava.
No ano seguinte Marta acabava com o Luis, já não podia manter uma relação, onde só havia esforço e dedicação de um lado. O contacto com Tiago manteve-se, mas sempre no plano amigável.

Os verões passaram, Marta tinha criado dependência por aquele lugar, continuou a lá voltar. E Tiago também. O lugar é forte! O tempo passa a correr...


Há pouco tempo, Marta e Teresa conversavam sobre Tiago sobre a maneira de ele ser, de apesar de ser tão social ser tão sozinho. Teresa perguntou a Marta se gostava de alguém. Marta respondeu que não.

Tiago não sonha que há alguém que fica diferente quando ele está por perto, ele não se apercebe, porque Marta fica assim desde que o conheceu. Marta continua a guardar os seus sentimentos, tem medo de os perder. Nunca há-de acontecer nada, nunca aconteceu, e o verão vem aí!

segunda-feira, abril 11, 2005

frágil

Põe-me o braço no ombro
eu preciso de alguém
dou-me com toda gente
não me dou a ninguém
frágil
sinto-me frágil

Faz um sinal qualquer
se me vires falar demais
eu às vezes embarco
em conversas banais
frágil
sinto-me frágil

Frágil
esta noite estou tão frágil
frágil
já nem consigo ser ágil

Está a saber-me mal
este whisky de malte
adorava estar "in"
mas estou-me a sentir "out"
frágil
sinto-me frágil

Acompanha-me a casa
já não aguento mais
deposita na cama
os meus restos mortais
frágil
sinto-me frágil

Jorge Palma

sexta-feira, abril 08, 2005

interpretações

Não sei interpretar as acções das pessoas, interpreto-as sempre mal.... Sejam elas positivas ou negativas, eu raramente percebo. Portanto concluo que não sou muito boa em relações com pessoas. Não as sei interpretar, não tenho o sexto sentido que se diz que as mulheres têm. Nunca sei muito bem como agir, o que dizer, o que fazer, acabo sempre por meter o pé na poça....em todo o tipo de relações. provavelmente é por isso que tenho andado tão isolada. apercebi-me disso e deixei de mandar bitates, deixei de estar com as pessoas, pelo menos já não faço merda.
Mas também...é suposto as pessoas fazerem merda, cometerem erros, nobody's perfect, o que importa é que aqueles que nos são próximos percebam, sejam tolerantes, e perdoem... mas e se isso não acontece, e se toda a gente interpreta mal toda a gente e ninguém se entende?

sexta-feira, abril 01, 2005

it's up to you

If i tried to say no
my heart said yes

if i tried to disguised it in my voice
my eyes gave me a way